Atrás do noren

O noren é aquela cortina de tecido dividida ao meio que fica na porta das lojas japonesas. Quando está pendurada, o estabelecimento está aberto. Ela não esconde o que há lá dentro — só obriga quem entra a afastá-la com a mão, num gesto pequeno que separa a rua do lugar. É uma boa imagem para um site: você já está do lado de dentro, então vale contar quem trabalha aqui.

Por que este site existe

Procurar informação sobre o Japão em português rende três tipos de resultado. Tradução automática de texto em inglês, com erros que ninguém revisou. Post de fórum de 2011 que continua no topo da busca. E conteúdo de viagem escrito por quem nunca precisou perguntar o preço de um passe de trem em ienes.

Falta uma quarta coisa: material em português brasileiro, escrito por gente que lê japonês, revisado quando a realidade muda. É isso que tentamos fazer aqui.

Há também um motivo que só existe no Brasil. Somos o país com a maior população de origem japonesa fora do Japão — cerca de dois milhões de pessoas, concentradas em São Paulo e no Paraná. Para muita gente que lê este site, o Japão não é um assunto exótico: é o sobrenome da família, a festa do bairro, o prato que a avó fazia. Um site brasileiro sobre o Japão que ignora isso está deixando de fora metade do assunto.

O que fazemos

Duas coisas, e elas se sustentam uma na outra.

Ferramentas. Coisas que respondem a uma pergunta concreta na hora: como se escreve seu nome em katakana, o que significam os ideogramas de um sobrenome nikkei, qual é o signo do zodíaco chinês de quem nasceu em janeiro (a pergunta é mais complicada do que parece), como converter uma data da era Shōwa para o calendário comum. Elas são explicadas em detalhe na página sobre nossas ferramentas.

Textos. Artigos sobre língua, cultura, anime, comida, viagem e a comunidade nipo-brasileira. Não são resenhas nem notícias: são explicações de coisas que costumam ser mal explicadas em português.

Quem escreve

Três pessoas, cada uma com um território.

Quem Escreve sobre
Marina Yoshida Nomes, escrita, língua japonesa e a comunidade nikkei. Sansei paulistana, formada em Letras–Japonês. É dela a maior parte do que você lê sobre katakana e kanji aqui.
Caio Bertoni Anime, mangá, dublagem e cultura pop. Jornalista, morou um ano em Tóquio e passou boa parte dele conferindo o que as legendas brasileiras dizem e o que os personagens falam de fato.
Emi Nakagawa Cozinha, cotidiano, viagem e calendário. Nasceu em Osaka e mora no Brasil desde 2014. Explica o Japão de dentro, incluindo as partes chatas que os guias omitem.

São nomes reais de pessoas reais que assinam o que escrevem. Quando um texto trata de assunto fora do território de quem assina, isso vem dito no próprio texto.

O que não fazemos

  • Não vendemos tatuagem. Explicamos como um nome fica em kanji e, na mesma página, dizemos que aquilo é brincadeira caligráfica e não grafia oficial. Se a ideia é tatuar, mostre antes para alguém que leia japonês.
  • Não fazemos previsão. O zodíaco chinês e a leitura de nomes aparecem aqui como tradição cultural, com a história de onde vêm — não como oráculo.
  • Não damos conselho jurídico, médico ou financeiro. Quando um assunto encosta nisso — visto, imposto, saúde — dizemos onde está a fonte oficial e paramos ali.
  • Não publicamos texto traduzido por máquina sem revisão. Quando usamos fonte em japonês ou inglês, a fonte aparece citada.

Erros

Vamos errar. Língua é assunto em que especialistas discordam, e boa parte do que se escreve sobre o Japão em português vem se repetindo errado há vinte anos. Quando alguém apontar um erro nosso, corrigimos o texto e deixamos registrado o que mudou — o método está descrito em como conferimos os fatos.

Achou algo errado, quer sugerir assunto ou só discordar de alguma coisa? A porta é a página fale com a gente.